No silêncio da palavra são as mãos que falam.
No ato de fazer são as mãos que trabalham.
Ah se eu pudesse ouvir tudo que elas já disseram…
E se eu pudesse saber de tudo que elas já realizaram…
Segurar o brilho do olho da mão entre os dedos é coisa que não se vê por acaso.
É caso de ver para crer.
Noite Preta
Vange Leonel
Em
Luzes da cidade
D
Meus olhos não aguentam mais
Em
Luzes artificiais
D
E cadê a noite preta?
Em
Eu saio da cidade
D
Procuro só a escuridão
Em D
A purificação na calada da noite
G
Da noite preta
Refrão:
Am C Em
Calada noite preta, noite preta
Am C
Calada noite preta, noite preta
Em
Calada noite preta!
Em
Fecho os meus olhos
D
A caverna e o coração
Em
Perdidos ente o sim e o não
D
Na calada da noite preta
Em
Deus, Deus, Deus
D
Aonde eu vim parar
Em D G
À noite preta vou me entregar

Oclusão parcial por onde passei,
silêncio e ausência,
meu menos,
sem mais,
só escuridão.
Uns ficam tensos, outros relaxados demais. Correm envolta do cenário para aquecer, as juntas e depois a atenção, sem tenção, na luz, na cena, no sono e na sonorização, voltar a escuridão, detalhes, detalhes, detalhes, detalhes, detalhes, detalhes, detalhes, até chegarem e as luzes da platéia apagarem. Aí é que começa a brincadeira!
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