Arquivo da categoria ‘Poemas Soturnos’

Domingo, 9 de Novembro de 2008

Sob a sombra do desconhecido,
observa-se a magnífica densidade invisível do medo.
Sempre bem-vindo sem ser visto.
!Sarnastás!

Próxima estação

Terça, 9 de Setembro de 2008

Tenho uma prima que se chama Vera
Faz tempo que não vejo
Na próxima estação vou mandar uma flor pra ela

Outono 2008

Conversa obscura

Segunda, 21 de Julho de 2008

Ao questionar nossa sombra ela negou-se a falar sobre o lado negro
Faltaram sobras…
Sobraram faltas…
Insisti na dúvida:
Iluminaram-se todos os sóis de cada uma das nossas noites.

34ª edição da Vivência no Teatro de Sombras
Cia Teatro Lumbra e Clube da Sombra
Mostra de Teatro de Bonecos SESC/2008
Ribeirão Preto/SP
Fotografia de Fabiana Bigarella

Tá lento

Segunda, 9 de Junho de 2008

Disfarço-me de mim para ser mais eu (…)
Ninguém percebe.
Pintarei um anjo de vermelho!
Vou virar artista no inferno.
*Foto e manipulação de Alexandre Fávero sobre o teto da igreja matriz de Brasília/DF

Dê seus dedos… nada mais.

Sábado, 7 de Junho de 2008

Neste mês um palito é o carrasco de mil dedos
Indicadores que não furam mais bolo
Mindinhos cotocos a procura de suas cutículas
Polegares sem polegadas
Nosso junho é de juntar pedaços ao ar
Pólvora socada pra rojão disparar
Olhos atentos nas futuras mãos amputadas

Palmiglote

Sábado, 12 de Abril de 2008

Glote é Trote
Mito do Palmito
Vida de Ida
Volta me Solta
Respirar
Res, pirar
Aliviar
Ali, vi ar
Tranqüilo
Tranco, i-lo
Dormira
Dor, em mira

Só brin cadeira

Segunda, 31 de Março de 2008

Certa vez
tentaram-me
com vencer
enquanto eu
ser quem era
Sussurrando
contaram a verdade
gritaram mentiras
Um susto urrando
cortaram a minha vida
retalhada em tiras
Insisti na brincadeira
para poder sentar
assistir da primeira cadeira
A tragédia e a comédia
de uma vida inteira
na boléia
na ribalta
na poeira
nas bromélias
só na brincadeira

MINHA LINHA

Sexta, 28 de Março de 2008

a minha linha é aquela que une dois pontos,
que sustenta, que pesca,
que costura e que remenda;
aquela que transmite, que demarca, que alinha,
a que enrosca e a que enforca;
aquela contínua, imaginária ou real,
sem largura ou peso, minúscula ou espessa;
não é de seda, nem bordada, é torcida e reforçada,
é a que fica a deriva, salva-vidas, afoga e […]

Sempre

Segunda, 10 de Março de 2008

Não mais o mesmo. Nem do que foi, nem do que será. Sem aceitar e sem sonhar demais. Sem companhia no escuro. Sem dor nem riso.

Poesia do Impermanente

Segunda, 21 de Janeiro de 2008

Cada onda, quando quebra
É uma a menos pra lembrar
Cada estrela lá no céu
Quando eu vejo, não está
Cado novo dia é velho
Pra quem quer se acostumar
Abro todas as janelas
Sopra o vento a me levar
Roger Mothcy
(letra de uma música inacabada)