Espera
Sábado, 18 de Outubro de 2008Onde andam aqueles que virão me assaltar?
Observo o céu estrelado ouvindo o zunindo de um marimbondo cideral.
Onde andam aqueles que virão me assaltar?
Observo o céu estrelado ouvindo o zunindo de um marimbondo cideral.
Onde andará a verdade?
Nos olhares?
Oculto nas fraldas das crianças?
Na semente da salsa?
Ou todas as alternativas são falsas?
Foto e manipulação de Alexandre Fávero
Véio da noite é sombra
Livre do sono da morte
Comendo cacos de sonhos
Entre os espelhos da carne
Jovem filho das cobras
Herdeiro das furnas secretas
Escorrendo pelas gretas da terra
Catando os olhos cegos da miséria
Criança de luz
Feto fátuo da noite
Soprando foles que fodem teu fogo
Prepúcios ardendo ao crepúsculo
Homem da superfície: por todos os tempos o teu sol respeitará a […]
Na batalha
Troco um exército de mil cordeiros por 1/2 dúzia de jaguares.
A deus meus caros, nem bom dia, nem adeus.
Entre o “eu” tem um “d” e um “s”.
Dê de sí.
Discordia.
Segredos.
Descrença.
Sacrilégios.
Eu de ego.
Ele de eleito.
Oclusão parcial por onde passei,
silêncio e ausência,
meu menos,
sem mais,
só escuridão.
Uns ficam tensos, outros relaxados demais. Correm envolta do cenário para aquecer, as juntas e depois a atenção, sem tenção, na luz, na cena, no sono e na sonorização, voltar a escuridão, detalhes, detalhes, detalhes, detalhes, detalhes, detalhes, detalhes, até chegarem e as luzes da platéia […]
Mal sei quem sol é aquele que se esvai?
Ser solo um na multidão e não ter onde jantar.
Entre um passo e paço por outro.
Perdi meu bem, estar e sala de jantar.
Vou me juntar aos farelos…
Servir em prato fundo ao vento.
Um caldo lento pra sorver com garfo.
No almoço do tempo.