Arquivo de Março de 2008

fome

Segunda, 31 de Março de 2008

Mal sei quem sol é aquele que se esvai?
Ser solo um na multidão e não ter onde jantar.
Entre um passo e paço por outro.
Perdi meu bem, estar e sala de jantar.
Vou me juntar aos farelos…
Servir em prato fundo ao vento.
Um caldo lento pra sorver com garfo.
No almoço do tempo.

Só brin cadeira

Segunda, 31 de Março de 2008

Certa vez
tentaram-me
com vencer
enquanto eu
ser quem era
Sussurrando
contaram a verdade
gritaram mentiras
Um susto urrando
cortaram a minha vida
retalhada em tiras
Insisti na brincadeira
para poder sentar
assistir da primeira cadeira
A tragédia e a comédia
de uma vida inteira
na boléia
na ribalta
na poeira
nas bromélias
só na brincadeira

A SOMBRA (trecho do texto de autoria de Hans Christian Andersen)

Sexta, 28 de Março de 2008

“Certa noite, o estrangeiro estava também na sua varanda.
Atrás dele, em seu quarto, a luz estava acesa.
E assim, era natural que sua sombra se desenhasse
na parede em frente. Sim, ela estava lá, na varanda,
no meio das flores, e de cada vez que o estrangeiro
fazia um movimento, a sombra fazia outro correspondente.
- Creio que minha sombra […]

SULUMBRA

Sexta, 28 de Março de 2008

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará” (Sl. 91:1).
O pai dos livros conta os contos que os velhos escreveram para assustar os jovens de outras épocas.
Segundo etimologistas, a palavra “sombra” (latim “sulumbra”) é oriunda da expressão “sub illa umbra”, que quer dizer: “na parte escura do céu” ou “sob a […]

MINHA LINHA

Sexta, 28 de Março de 2008

a minha linha é aquela que une dois pontos,
que sustenta, que pesca,
que costura e que remenda;
aquela que transmite, que demarca, que alinha,
a que enrosca e a que enforca;
aquela contínua, imaginária ou real,
sem largura ou peso, minúscula ou espessa;
não é de seda, nem bordada, é torcida e reforçada,
é a que fica a deriva, salva-vidas, afoga e […]

Olho non ohlO

Sexta, 21 de Março de 2008

Buscar vale tanto…

…quanto encontrar?

Sempre

Segunda, 10 de Março de 2008

Não mais o mesmo. Nem do que foi, nem do que será. Sem aceitar e sem sonhar demais. Sem companhia no escuro. Sem dor nem riso.